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Mulher... mãe.... avó Dona de 15 cães, 6 gatos e muitos sonhos! No momento vive alguns dilemas, mesmo encruzilhada, perguntando-se que caminho percorreu até aqui, que raio de futuro construiu, que se vê agora sozinha, sem trocar ideias com ninguém, escutando os noticiários na ânsia de ficar informada e assim se ligar com o real que parece acontecer somente fora de si

segunda-feira, 18 de abril de 2011

café

Curiosamente é essa a imagem que eu tenho... eu explico...
Sinto, que de uma certa forma nos encontramos na esquina de cada palavra, percorremos a mesma rua em cada frase... e que este postigo, não é mais do que o nosso subversivo "café republica".
Quando ao almoço te enviei a sms a dizer onde estava a almoçar, era um pouco dessa imaginação que também estava a actuar. Nesse instante, o centro comercial deixou de ter a nuvem de fumo, com gentes alienadas e passou a ter um cheiro característico de um café de província, a luz do sol a entrar pelo vidro da porta a dar um ar de aguarela acastanhado e um ruído suave e sussurrado emergia , vozes e cadeiras em movimento, num tom idêntico a um confessionário.
 As mesas de madeira, gasta no tampo pelo roçar sensual das pedras de dominó estão meio vazias agora que o calor lá fora afasta os clientes deste espaço. A telefonia, ainda a válvulas, vamos lá nós descobrir como se mantêm ainda em funcionamento, toca baixinho. Longe vão os tempos em que nos espantávamos e rodeávamos o aparelho na esperança de descortinar quem no seu interior se escondia e nos falava. Rádio realejo de uma modernidade que se esgota com a emancipação do transístor.
Não há televisão neste "café republica", as noticias chegam pelos trovadores que ambos assumimos ser. Neste momento, não sei como classificar os resultados das listagens dos professores... ao fim e ao cabo, tudo isto não é mais do que um jogo de roleta, ou um cartão de loto que, não entram neste café. Embora sebosas e viciadas, as cartas da "sueca" mesmo nunca jogadas, ainda são as rainhas......


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