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Mulher... mãe.... avó Dona de 15 cães, 6 gatos e muitos sonhos! No momento vive alguns dilemas, mesmo encruzilhada, perguntando-se que caminho percorreu até aqui, que raio de futuro construiu, que se vê agora sozinha, sem trocar ideias com ninguém, escutando os noticiários na ânsia de ficar informada e assim se ligar com o real que parece acontecer somente fora de si

sábado, 2 de abril de 2011

Levantei-me com uma enorme vontade de escrever.
 Assim fiz. ...
  Queria partilhar um malfadado refrão que ecoa na minha cabeça desde ontem ...''' até o padre gritou : aperta, aperta com ela'''  Vou começar pelo principio.
  Nas últimas semanas andei abatida, triste, sem vontade de escrever, fechadinha na minha concha, chegando a ouvir comentários '' andas agastada! que se passa, nem pareces tu?!,....'' e tinham razão porque andei zangada com a vida, comigo e mostrei má cara a meu mundo...
... mas este fim de semana resolvi que já não tinha paciência para me aturar... Claro que esta conclusão resultou de muitas horas de auto-avaliação e auto-repreensão e algumas lágrimas tolas...
Assim, no sábado fui à apresentação de um livro de um amigo obrigando-me a estar entre e com pessoas, por outro lado partilhar a alegria de alguém que ao fim de muitas horas de trabalho conseguiu publicar um bom documento sobre Jogos Tradicionais, mais especificamente sobre um jogo ( o do Beto)que segundo parece só é jogado na região da Lousã..
   Por vias de resolver mesmo esta angustia fui ao mercado mensal numa aldeia aqui perto.
 Gosto de me perder entre tendas e vendedores de quando em quando, pois deparámo-nos com pessoas que são tão diferentes daquelas com quem nos cruzamos no nosso dia a dia...
Homens e mulheres do nosso mundo rural... Discutem os enxertos, a qualidade das videiras, os adubos, as enxadas que já não têm tempera, o preço miserável que lhes deram pela azeitona...  Todo este ambiente envolvido no cheiro de couratos e febras assadas, gritos  de crianças que correm felizes indiferentes ao frio entre as ruelas provisorias, só para a montagem das inúmeras barraquinhas e, em pano de fundo o som estridente de músicas - não sei se populares, pelo menos com grande procura e venda - e, para mal dos meus pecados, não é que não bastando ontem à tarde, à noitinha e hoje de manhã dar por mim a trautear um refrão horroroso...cheguei à escola e um grupo de alunos de 6º ano, improvisava um baile ( destes que ainda existem por aqui...) e em coro cantavam '' ...até o padre gritou : aperta , aperta com ela''' ...
Dei uma gargalhada... e decididamente comecei bem a semana...
...mas, a letra desta canção ( ou será cantiga?) daria um belíssima aula de educação sexual
...


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